Ângelo Strappazzon

 

Histórico de Ângelo Strappazzon

Frei Nilton de Marcelino Ramos

A Família Strapazzon é uma família honrada e profundamente religiosa. Fonte de riquezas e de inúmeras recordações e lembranças das primeiras imigrações italianas em nossa terra. Pioneira da colonização e da Civilização merece as honras de quem se imortalizou pelo bem e sentido humanístico que deu a sua existência. 

É isso que podemos concluir após a leitura destas rápidas páginas, que embora pobres na sua expressão de um ensaísta, marcam e documentam a grandeza de uma vida na aceitação de si mesmo e no cumprimento do próprio dever. O que aqui se encontrar é a verdade de quem a viveu.

Ijuí, Outubro de 1961

 

Rumo ao Novo Mundo
 

Levada pelo sentimento profundo e natural de Felicidade e Grandeza a Família Antonio Strapazzon e Maria Antonia Fusinato partiu da longínqua Itália, do além-mar, rumo ao Brasil, país de suas novas e futuras esperanças. Isso aos nove de setembro de mil oitocentos e setenta e seis. Com seus pais e mais quatro irmãos, partia o pequeno Ângelo, caçula da casa, último amor e alegria do lar, para novos horizontes, para novos céus, para novas terras. Com o desenrolar da sua vida, o mundo também ser-lhe-ia manifestando. Sua vida foi aventureira. Começou-a atravessando o mar, sonhos de muitos que chegaram a morrer sem realizá-lo. Após 28 dias de viagem, sulcando o oceano, contemplando céu e água, delineou horizontes novos, vida, pássaros a voarem. Ao balanço das ondas a nau oscilava pesadamente. O cavername estremecia e estalava deixando escapar gemidos, como se estivesse cansado da longa viagem da Itália, até aquelas paragens. As ondas sonolentas iam e vinham batendo de encontro ao casco, coberto de algas, levando ao ar, das matas longínquas, uivos de animais. Num ambiente assim, respirando ares virgens das matas, atracou a nau que trazia consigo aquela pequena criança que se embebia e extasiava na contínua novidade com que se deparava.

Com aquela ingenuidade natural e curiosidade profunda de criança, o pequeno Ângelo, com seus familiares, foi internado na ilha das Flores, no RJ. Essa ilha era o lugar onde estacionavam os imigrantes até receberem novas ordens. Cumpridas as formalidades legais a Família Strappazzon seguiu viagem marítima rumo ao sul, desembarcando em Porto Alegre. Era esta uma das maiores e hoje mais prósperas colonizações italianas. Suas esperanças não desvaneceram. Mas a viagem devia continuar. A cidade não era seu destino. De Porto Alegre seguiram num vapor até a vizinha cidade de São Sebastião do Caí. Seu destino, porém, não tinha chegado ao fim. Agora é que a coisa entenebrecia. O interior rico sem dúvida, não era fácil atingi-lo. Custava privações e sofrimento. Era a vida do colonizador que aparecia.

Foi numa madrugada, que a vida começou. Pensando-se hoje, então era uma aventura. Foi assim ao lombo de burros, único meio de transporte da cidade ao interior. Partia de S. Sebastião do Caí toda a Família, bagagens e acessórios, rumo a Caxias do Sul – RS

Várias tardes caíram surpreendendo os intrépidos imigrantes, na sombra da noite, mas para eles as circunstâncias eram suavizadas por aquele sentimento  e esperanças que fazem os heróis. Heróis hoje imortalizados e merecidamente reconhecidos. Caxias do Sul vanguardeira e mais humanística cidade, abria agora os seus braços para receber e acolher quem haveria um dia de retribuir-lhe com sua ação e protestos de estima, amor e reconhecimento.

Chegados que foram, procuraram se estabelecer na IV Légua, hoje próspero distrito de Galópolis. E sem perda de tempo enfrentaram as primeiras dificuldades com pleno êxito. Ali permaneceu por mais de dezesseis anos. A Família Strappazzon estavam, assim constituídas: Antonio Strappazzon e Mª Antonia Fusinato, com os filhos Lucia, 12 anos, Corona, 10, Giovanni, 8, Tarquínio, 5 e Ângelo 2 anos. Chegaram no RJ em 1876. 

 

Ângelo Strappazzon

Nascimento, Infância e Juventude

 

Seu nome nos recorda o da milícia celeste. Nasceu na longínqua Itália, em Arpo – Belluno. Filho de pais agricultores, profundamente honrados e religiosos. Foi batizado na sua terra natal, partindo com dois anos para o Brasil. Sua crisma realizou-se no Largo da Praça de Caxias do Sul  - RS

Infância – Passou-a em Caxias do Sul - RS. Cheia de encantos e ocupações de criança que lhe deixaram saudosas memórias. Assim aquelas manhãs de domingos a correr para a igreja. Ouvia a missa e partia em seguida com seus companheiros para os seus já determinados e escolhidos balanços no meio da mata. Então, não existiam parques de brinquedos que hoje distraem nossa criançada. Sua vida, por isso, era mais livre. O embalar-se em nossos grossos cipós, não exigiam restrições. Além disso, dedicava parte da tarde domingueira na aprendizagem do catecismo. E isso era-lhe sumamente caro. Imposições e sãs diretrizes que o orientavam na vida. Hoje com mais de oitenta e seis anos de idade recorda com saudade daquelas tardes passadas com seus companheiros, passados na casa do professor Antonio Gasparin. Foi assim que conseguiu aprender as primeiras noções de nossa língua. Mas era-lhe muito custoso dedicar-se aos estudos. As circunstâncias e exigências o impediam. Assim mesmo, seu tino prático e equilibrado, sua vontade e capacidade inata, elevou-o a grandes realizações e a distintos postos, mesmo na sociedade nacional.

Juventude -: Jovem disposto e bem humorado que foi, superou as dificuldades levado pelo entusiasmo próprio da juventude. Amava a arte, o belo, as aventuras e os grandes feitos, que o imortalizam. Era o rei das festas, o animador das aventuras e galanteios em sua mocidade. Por mais de dois anos sua voz fez-se ouvir no recinto Sagrado de sua igreja paroquial – São Vitor – Galópolis. Inebriado de espírito franciscano, construía e auxiliava igrejas, pobres e desamparados. Pensava pouco em si. Gostava de fazer, ajudar e auxiliar. Mas, dentro de si sentia algo de novo, que ia tomando sua consciência, todo o seu ser. Era um outro amor, mais pessoal, profundo, vivencial que ocupava suas atenções, seus esforços, suas fadigas. Começava pensar pelo seu futuro, pela sua felicidade. Seu coração estava a espera de alguém...

Barbara Nicoletti

Passaram-se dias, meses e eis que, com o amanhecer de um novo dia, despontava para ele uma nova vida. Elevado por vozes e sons de divinas harmonias, chegava ao pé do santo altar o jovem Ângelo, ladeado por sua jovem noiva, sua futura e fiel companheira, para diante de Deus jurarem fidelidade e amor ao compromisso divino que diante do sacerdote assumiam. Contava então, com dezoito anos. D. Bárbara Nicoletti, era a companheira que Deus tinha destinado, para com ele enfrentar a vida, em seus altos e baixos, sempre com o sorriso nos lábios e compreensão, suavizando sua existência por mais de oitenta anos. Mesmo depois de casado continuou e com maior interesse a dedicar-se ao cultivo do solo. Sabia que o trabalho não desonra, pelo contrário, dignifica sempre mais a pessoa humana. Cristo também trabalhou. O trabalho não criou problemas para a distinção social. Houve grandes homens estadistas, papas, que inicialmente eram agricultores. O trabalho forjou seu caráter. Sua vida duplicava-se. Era homem público, além de simples agricultor.

Por dedicação  e amor ao local onde passara a viver em sua segunda Pátria, foi o Sr. Ângelo Strappazzon, nomeado Inspetor da Secção do Primeiro distrito de Caxias do Sul – RS. Tão bem se ouve neste cargo, que quando solicitou exoneração das funções, pela portaria n.61, assinada pelo intendente, Cel. José Penna de Moraes, recebeu “um voto” de louvor pelos bons serviços que prestou durante o tempo que exerceu aquele cargo.

Ainda não havia cessado a alegria e o contentamento do Sr. Ângelo Strappazzon, pelos elogios recebidos, devido a dedicação, carinho e zelo empregados na função que acabava de desempenhar, quando foi honrado com uma distinção muito maior pelo Presidente da República. Assim foi. Em meio de um entusiasmo incontido e grande regozigio, foi passado às mãos do Sr. Ângelo Strappazzon um documento que veio a premiar o trabalho, o esforço e dedicação expendidos em prol de sua nova Pátria. Tratava-se de um valioso documento, o qual era proclamado ALFERES DA GUARDA NACIONAL. Posto este que equivale, a segundo tenente das Forças Armadas da Nação. Distinção esta marcada a 4 de fevereiro de 1914, assinada pelo Mal. Hermes Pereira da Fonseca.

Incansável, prestativo, continuou auxiliando seus amigos em todas as circunstâncias mais escuras da vida.

Embora muitos fossem seus trabalhos para manter a felicidade, bem estar econômico de sua Família, viu que esta aumentava de ano em ano, e não possuindo direitos de herança para todos os seus filhos, resolveu transferir-se para a colônia de Ijuí, então 5º Distrito da Comarca de Cruz Alta.

Era uma nova epopéia que em sua vida iria se realizar. Foi em novembro de 1913. Atraídos por amigos, e acompanhado de seus filhos: Ernesto e João, partia com uma carreta atrelada por um renque de mulas e seguida por uma amigável e atenta penca de cachorros, para a região das missões, afim de estudar a possibilidade de radicar-se na nova colônia.

Caxias do Sul –>Bento Gonçalves –> Alfredo Chaves –> Lagoa Vermelha –> Passo Fundo –> Carazinho –> Cruz Alta –> Ijuí, foi a rota que percorreram, durante 12 longos dias, tendo por leito a estrada e o campo aberto  e por cobertas o céu estrelado e o sol da noite. Isto quando a sorte não lhe proporcionava alguma moradia ou tapera ao longo da estrada.

Intrépidos pioneiros das primeiras civilizações enfrentaram intempéries, trovoadas e chuvas, estradas enlameadas, matas e campos abertos habitados por animais e aves que lhe serviam de alimento. Não que andassem sem provisões, levavam consigo o bom vinho que alegra, polenta, salame, charque, arroz e caça que era abundante e variada.

Viagem Épica. Além de muitas aventuras realizavam-se melhor, improvisavam-se os cozinheiros, pois não haviam levado as mulheres.

Sem pressa, mas sempre tocando, no anoitecer chegaram ao seu destino. Alugaram improvisadamente uma casa do Sr. João Korl. Três dias ali passaram até conseguirem uma propriedade situada na Linha Oeste, além dos trilhos da FVRGS, onde se estabeleceram.

Além disso, no prolongamento sul da rua dezenove de outubro, adquiriram novas terras, como também um lote de mil metros quadrados, no valor de noventa mil réis. O lote em referência é situado na rua Benjamim Constant, onde se encontra atualmente o Edifício Schroer.

Não deixa de ser interessante anotar o preço das terras – 1903. Comparando com alto preço do custo de vida dos nossos dias, vejamos o que valiam alguns artigos, então.

1 galinha valia 400 réis, 1 frango 300 réis; arame farpado – 12 mil réis ao rolo; trigo 5 mil réis a bolsa, milho 2,50 a saca, uma junta de bois, 200 mil réis. Disse-nos o Sr. Ângelo Strappazzon, que na época custava ganhar um pouco de dinheiro... “trabalhava-se muito e o dinheiro era sempre pouco...”

Em sua nova terra não se deteve em maiores negociações. Dias depois em dezembro , retornava a Galópolis, contente e satisfeito, afim de buscar esposa e filhos. Em janeiro do ano seguinte voltava para Ijuí, não mais de carreta, mas de trem. A ferrovia em Ijuí acabava de ficar pronta, pelo engenheiro e político esquerdista Carlos Prestes.

 Agora em novas terras, sua vida além da agricultura, toma outro aspecto. Em sua morada, o Sr. Ângelo Strappazzon, recebia seguidamente amigos de Caxias do Sul – RS, os quais vinham adquirir terras nesta mesma zona. A colônia de Ijuí era percorrida em toda a sua extensão, a fim de se comprar e distribuir terras aos que vinham de outras plagas. A residência do o Sr. Ângelo Strappazzon, tornou-se uma espécie de “consulado”. Orientava, auxiliava, e procurava resolver os problemas dos amigos que aqui aportavam.

Continuou dedicando-se ao cultivo da terra, tendo plantado um grande parreiral bem como, um avultado numero das mais variadas espécies de plantas frutíferas. Foi notável sua cooperação por longos anos, como fabriqueiro da Igreja Matriz de N. Sra. Da Natividade. Isso no período que foi vigário o monsenhor Armando Teixeira.  Ele contemplou o surgir desta Igreja, enfrentando controvérsias e incompreensões... mas, aqueles muros estão ainda testemunhando a heroicidade e laboriosidade deste homem que foi a alma de seu levantamento. Sim, foi a Olaria do Sr. Ângelo Strappazzon, a primeira motorizada em Ijuí, que deu e serviu de alicerce ao futuro Templo Consagrado ao Serviço de Deus. Nos galpões de sua Olaria, realizaram-se memoráveis reuniões de todas as formalidades que eram assistidas por grandes personalidades políticas da época. Os comícios eram ali realizados.

Tal era o seu extremado amor e dedicação a Nação Brasileira, que apesar de estrangeiro, o Sr. Ângelo Strappazzon, era eleitor. Coisa que nem todos conseguiam. E eu mesmo tive a oportunidade de conversar com estrangeiros que acham dificuldade e falsos protestos para a sua nacionalização... o Sr. Ângelo Strappazzon, não era destes... Amava e queria o bem do Brasil. Possuia o título eleitoral nº 1.437, sendo seu número de ordem 360.

Sempre foi libertador. Teve atuação ativa, no município. Em virtude disso também foi perseguido. Isto durante a administração do Cel. Dico ( Antonio Soares de Barros). Com a saída deste, foi ardoroso defensor da administração do Dr. Emílio Martins Buherer. Terminado o período deste, retirou-se da política, não mais tomando parte ativa em campanha alguma. Antes, porém, temos a dizer e a esclarecer que quando a caravana política, que fazia propaganda para a candidatura de Assis Brasil, foi lhe oferecido pelo Sr. Ângelo Strappazzon, um churrasco nos galpões de sua Olaria. Nesta ocasião os oradores que se sucederam atacaram rudemente o partido do então administrador local, Cel. Antonio Soares de Barros, dentre os quais destacava-se o Deputado Dr. Lucídio Ramos, o Embaixador Batista Luzardo, Armando Catani, hoje General de reserva. O mencionado intendente, irritado, irado, mandou seus capangas (provisórios) prenderem o Sr. Ângelo Strappazzon, e seus filhos. Presos somente foram, porém, o Sr. Ângelo Strappazzon e seu filho Ernesto, sendo que os demais: João e Francisco fugiram para os matos da Picada Conceição.

O presídio estava situado na parte onde hoje funciona o fórum. Após cinco dias de cárcere, improvisadamente explodiu um fogareiro, causando grandes danos. o Sr. Ângelo Strappazzon, foi então gravemente ferido. Obteve, porém, liberdade juntamente com seu filho e mais outros vinte prisioneiros. Estes também eram politicamente contrários ao partido do intendente cel. Antonio Soares de Barros. Após ser medicado na farmácia do Sr. Rosa Lopes, foi levado para casa, no automóvel do Dr. Khullmann, único médico existente na localidade.

Mais tarde, quando se efetuou a eleição, o Sr. Assis Brasil obteve 36 votos. Foram porém, presos todos os referidos eleitores correspondentes, entre os quais se encontravam os membros da Família Strappazzon. Os mesmos votos foram dados, acrescentados ao Dr. Borges de Medeiros, candidato do intendente cel. Antonio Soares de Barros.

Não havia liberdade. Não havia voto secreto. A situação era de injustiças clamorosas. Resultado: Revolução do 23. Como é natural em épocas de guerra, naquela os partidários de Assis Brasil, foram saqueados por seus adversários. O Sr. Ângelo Strappazzon, teve roubadas vacas e bois, que foram carneados para alimentar os provisórios daqueles tristes momentos históricos.

Apesar das injustiças e castigos recebidos, o Sr. Ângelo Strappazzon, não desanimou. Ao contrário, assistido por seus filhos, rejuvenesceram suas energias, dedicando-se com mais afinco no amanho da terra.

Desde que aqui aportou, deu-se de alma e corpo ao desenvolvimento e engrandecimento da “colméia do trabalho”.

Participou de diversas campanhas filantrópicas auxiliando com seu esforço na administração operosa do Dr. Emílio Martins Buhrer.

E, hoje, apesar da idade avançada continua trabalhando. Quando maneja a enxada ou o machado, diz-nos Sady Strappazzon, nos faz lembrar um moço de 19 ou 20 anos. Tal é a destreza e vigor com que emprega tais instrumentos. Se assim faz é porque ainda hoje, como quando jovem, continua crendo, que se não houver uma agricultura forte e desenvolvida, não poderá haver progresso. Não se poderá esperar a emancipação política e econômica de uma nação.

Ele é exemplo a quantos fogem da poesia e encanto da colônia, para se abeirarem das grandes cidades, criando problemas de aculturação e de miséria.

E aquele “velhinho moço”, vejo-o todos os domingos subir a colina dos capuchinhos e entrar na igreja para elevar seu coração a Deus. Exemplo de bom cristão a pregar a maior mensagem – o cumprimento das normas sublimes e divinas do Santo Evangelho.

Despreocupado do mundo, só pensa na felicidade e justa recompensa que o espera. Confiando na bondade de seus filhos e amigos passa vivendo as horas mais tranqüilas de sua existência.

Lá naquela esquina, à sombra amiga daquele chorão ou no aconchego do lar recorda o passado, junto à mesa, enquanto a cuia corre de mão em mão, aquelas aventuras que constituíram a sua vida.

No arrebol de sua vida para os seus, contempla e abraça as gerações que aparecem. E dá-lhes o conselho, sua palavra retemperada por 86 anos de experiências.

Contra a tendência dos atuais casais modernos, teve o Sr. Ângelo Strappazzon, onze filhos, onze esperanças que hoje suavizam e fazem feliz sua existência. São eles: Giovanni, Maria, Francisco, Ernesto, Clementina, Carmela, Olga, Paulina, Olinda, Arlindo, e Ermínia.

O Sr. Ângelo Strappazzon, se despede para sempre, desta terra que tanto amou, lutou e viu prosperar, como também de sua Querida Família, motivo maior de tanta dedicação, empenho e carinho, naquele escaldante dia cinco de fevereiro de 1968. Tendo cumprido sua missão aqui na terra, parte em busca de sua merecida recompensa na Glória Eterna.



 


   

 

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