Segundo Strapasson

 


Histórico de Segundo Strapasson
(04.06.1896 – 07.12.1967)



Segundo Strapasson, (04.06.1896 – 07.12.1967), filho dos italianos Domenico Strappazzon e Vitória Isotton. Casou-se aos 31.01.1923, no cartório oficial de Farroupilha-RS, com Albina Carolina Arsego - (23.07.1906), filha de Anúncio Arsego e Thereza Stefenon. Deste matrimônio nasceram doze filhos.

Segundo era de família humilde, trabalhava para dar sustento aos filhos. Um dia a sorte bateu em sua porta, mal sabia ele que estava comprando um bilhete de loteria premiado, a qual facilitou sua vida e possibilitou que se tornasse proprietário de uma grande quantidade de terra. Mesmo se tornando um homem de muitas posses, tal motivo nunca atrapalhou sua generosidade. Sempre foi um homem solidário para com os outros, tanto que quando Segundo se encontrava em sua casa de comércio e por lá aparecia alguém humilde (pobre) este homem logo doava mantimentos, para que essas pessoas levassem para suas famílias. Tal atitude era facilmente entendida, pois ele próprio, Sr. Segundo Strapasson, havia passado por inúmeras dificuldades e logo entendia o sofrimento de seus semelhantes.
Segundo Strapasson tornou-se industrialista, morando no Distrito de Campo Novo –RS. Foi proprietário de terras, serrarias, casa de comércio, sempre morou e trabalhou nesta localidade.
Homem bastante preocupado com o meio ambiente e preservação da Natureza, por isso deixou sua marca, pois nas terras que possuía, hoje ainda vemos que cuidava com dignidade, é a área em que mais encontramos matas nativas e araucárias.
Este homem dedicou anos de sua vida cuidando e cultivando parreirais, que ocupava grande parte de suas terras, pois este apreciava muito um bom vinho. Por isso, dedicou-se aos cuidados e preparação do mesmo, que depois de pronto era guardado em grandes pipas de madeira que ficavam estocadas no porão de sua casa, onde toda a vizinhança fazia uso em dias de festa.
Segundo Strapasson também se preocupou com a educação e sempre dizia que lugar de criança, jovens e adultos analfabetos, era na escola. Para isso, fez o que podia para amenizar as dificuldades, que na época eram muitas e bem mais difíceis de serem contornadas. Homem solidário, resolveu doar parte de suas terras, para que fossem usadas em benefício das pessoas do local. Nessas terras foram construídas entidades, que vem ainda hoje contribuindo para o crescimento desta localidade: temos o prédio da Escola Municipal de Ensino Fundamental – Guilherme de Souza Portella; a igreja e Salão S. Paulo; e o cemitério local. Lembramos ainda que a primeira imagem do Santo Padroeiro São Paulo, desta capela também foi um presente oferecido por Segundo Strapasson. Segundo Strapasson teve morte trágica num incêndio, onde o fogo carboniza seu corpo. Após sua triste morte, seus filhos continuaram morando nesta área, alguns por um certo tempo, quando resolveram morar na cidade. Uns venderam suas terras, outros alugaram e outros ainda ficaram morando em suas propriedades. Hoje ainda temos alguns descendentes de Segundo Strapasson, morando nesta localidade, trabalhando, cultivando e valorizando a agricultura, herança deixada por ele.
Hoje seus familiares agradecem a comunidade e as pessoas que reconheceram e valorizaram o caráter, o trabalho e a dignidade de Segundo Strapasson, prestando-lhe esta homenagem, bem merecida.

 

Fontoura Xavier, 02 de junho de 2004

 




 

 

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